
Já percebeu como temos a facilidade de amar coisas prontas?
Nos amamos as coisas fáceis, amamos tudo que é rápido e
prático.
Afinal cá entre nós, o processo é chato, a espera cansa e a
demora estressa.
Conforme o tempo foi passando, nós deixamos de colecionar
frios na barriga por esperar algo. Deixamos de imaginar o sabor do bolo ao
sentir o cheiro do mesmo ainda no forno.
Quando se trata de Deus, sem perceber agimos da mesma forma.
Queremos o feito
de Deus, o pronto, o “viu Deus que isso era bom”.
Queremos a terra do leite e do mel, sem experimentar o maná
do deserto. Queremos vencer o gigante sem matar o leão e o urso. Queremos a coroa da vida sem combater o bom
combate.
Deixamos de ansiar pela essência, pela matéria prima.
Com um evangelho cheio de bênçãos imediatas, deixamos de ver a beleza do trabalhar de Deus.
Nos esquecemos que as melhores histórias foram recheadas de caras que esperaram
bem de boas o agir silencioso Dele.
Por quem Ele é, pelo que Ele está fazendo, não pelo que
virá.
O amor é construção,
é 40 anos no deserto, é o louvor no cárcere, é ouvir a barriga do leão
roncando, é estar na fornalha e ver tudo sendo destruído mas permanecer intacto.
O amor não é fast food,
o amor é um almoço de domingo, com todos em volta da mesa, sentindo o cheiro e esperando o melhor que está por vir.
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