terça-feira, 10 de julho de 2018

Me trouxe de volta


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amor que destrói barreiras
amor que perdoa pecados
amor que me trouxe de volta a vida

amor que perdoa meus erros
amor que refaz por inteiro
amor que me trouxe de volta a vida

morto estava mas você soprou vida em mim
não sou eu quem vivo é Você quem vive em mim

morto estava mas você soprou vida em mim
nada poderia fazer sem você em mim

morto estava mas Tu sopraste vida em mim
nada poderia fazer sem você



sábado, 24 de fevereiro de 2018

#Resenha - Quando a Noite Cai - Carina Rissi




Ficção / Literatura Brasileira / Romance

Ano: 2017 / Páginas: 476
Idioma: português 
Editora: Verus




Briana Pinheiro sabe que não é a pessoa mais sortuda do mundo. Sempre que ela está por perto algo vai mal, especialmente no trabalho. Por isso é tão difícil manter um emprego. E a garota realmente precisa de grana, já que a pensão da família não anda nada bem. Mas esse não é o único motivo pelo qual Briana anda perdendo o sono. Quando a noite cai e o sono vem, ela é transportada para terras distantes: um mundo com espadas, castelos e um guerreiro irlandês que teima em lhe roubar os sonhos... e o coração. Depois de ser demitida — pela terceira vez no mês! —, Briana reúne coragem e esperanças e sai em busca de um novo trabalho. É quando Gael O’Connor cruza seu caminho. O irlandês de olhar misterioso e poucas palavras lhe oferece uma vaga em uma de suas empresas. Só tem um probleminha: seu novo chefe é exatamente igual ao guerreiro dos seus sonhos. Enquanto tenta manter a má sorte longe do escritório, Briana acaba por misturar realidade e fantasia e se apaixona pelo belo, irresistível e enigmático Gael. Em uma viagem à Irlanda, a paixão explode e, com ela, o mundo de Briana, pois a garota vai descobrir que seu conto de fadas está em risco — e que talvez nem mesmo o amor verdadeiro seja capaz de triunfar...


Briana tem 23 anos e é a pessoa mais azarada da face da terra. Por onde passa quebra, estraga, destrói praticamente tudo. Ela mora com a mãe, e a irma mais nova Aisla, e Dona Lola, na pensão que a mãe dela herdara de sua avó, porém as coisas não estavam muito boas, já que o pai de Briana havia falecido, e ela se viu obrigada a cuidar da família e a trazer o pão pra casa.
Porém a má sorte de Briana sempre dava as caras, e ela nunca conseguia parar em um serviço. O último que estivera, um restaurante, acabou sendo um desastre total, afinal a mesma conseguiu derrubar o lustre em cima dos clientes.  Os dias de Briana se resumiam em: Procurar um novo emprego a cada semana, e sonhar com um guerreiro irlandês quando a noite caía, até que Aisla consegue uma entrevista em uma construtora para ela.
Briana vai até a firma, porém acaba causando outro desastre lá, e ao voltar pra casa acaba sendo atropelada, por alguém muito parecido com o homem que ela sonhava todas as noites.
E pra completar, acaba descobrindo que esse mesmo homem, era na verdade o dono da construtora.

Resumindo, Gael O'Connor acaba oferecendo uma vaga de emprego para Briana, e ela se vê a partir de então, tendo que conviver: com o guerreiro pelo qual ela é apaixonada, e com um homem misterioso, fechado, que busca encontrar algo.


Eu to é morrendo! Que livro senhoras e senhores! Carina Rissi já tinha me atraído em Perdida, agora ela conquistou o meu coração!
Me apaixonei por Briana, pela Aisla, e o que falar de Gael né migos? Dei altas risadas, me emocionei várias vezes, chorei mesmo...
Enfim, o primeiro livro favorito de 2018!
Super indico!




sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Ouça enquanto lê


Eu queria que todo o meu interior fosse tomado por uma onda, e fosse completamente limpo.
Gostaria que uma daquelas tempestades furiosas responsáveis por destruir navios e fazer com que navegadores não voltem para casa, inundasse o meu interior até transbordar.
Eu queria mergulhar, afundar, e ser completamente invadida pela água.
E então subir.
Abrir a boca e respirar fundo.
Sentir o ar nos meus pulmões e ver o céu azul.
Quem sabe boiar até o raso, mas não quero te ver ali.
Quero te ver na tempestade, quero te ver em meio as ondas, lavando  todo o meu interior.
E então quando eu estiver completamente submersa, eu quero te ver. Mas quero te ver lá em cima, e então eu saberei, que algo em você me fará subir.
Queria um alívio talvez? Algo que destruísse tudo que trago aqui dentro, para então recomeçar.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Snowtoke


 Tive que parar com os meus pensamentos de medo no momento em que uma luz se acendeu na pequena tenda que ficava um pouco mais afastada da clareira. Uma pessoa trajando roupas de pele de algum animal que não faço ideia de qual seja, e um capuz que me impedia de ver o seu rosto, saiu de lá olhando tudo ao redor. Tentei me esconder, agachando atrás de uma pedra, porém não vi quando um pedregulho saiu debaixo do meu pé e foi caindo delicadamente montanha abaixo. O silêncio era tão aterrorizante que a pequena pedrinha fez um estrago imenso, logo a pessoa encapuzada olhou exatamente na minha direção. " Audição perfeita, droga." Me lembrei quando a criatura, pessoa, homem, seja lá o que for, começou a vir até mim.
" Pular até a parte de baixo dessa montanha, ganhar uma fratura exposta e morrer de infecção, ou morrer de uma forma que só Deus sabe, nas mãos dessa criatura. O que fazer?." 
Decidi não me mexer, na esperança de que talvez ele não tenha me visto, mas...
 - Nje njeri? Çfarë po bën këtu? - Disse o homem dos olhos brancos. E como ele subiu tão rápido? - Asnjëherë mos e imagjinoni kurajën njerëzore apo të mjaftueshme për të ardhur këtu. - Ele disse em meio a um sorriso torto.
O homem de capuz e olhos brancos, me encarava enquanto eu permanecia agachada com o cachecol em volta da boca. Sem entender absolutamente nada do que dizia, meu queixo tremia, e comecei a imaginar minha boca mudando de tom. Ele era extremamente congelante. Quando se inclinou para mais perto senti meus ossos endurecerem, então ele se agachou e continuou me encarando. Ergueu uma das mãos e a pousou em meu rosto, delicadamente tirou uma mecha de cabelo de dentro do meu capuz, e quando chegou mais perto para me farejar, algo o fez paralisar, e no mesmo instante eu apaguei.


***

Minha pele queimava no sol escaldante de Kodrat. Sorria ao ver Irinne correndo de braços abertos pelos campos verdes de nossa casa. Mami acabara de assar seus famosos pães com gergelim, eu sabia pois o cheiro era inconfundível. Irinne logo sentiu e veio correndo em minha direção.
- Shpresa! - Ela gritara - Ta sentindo, irmã?
- Como não sentir, irmã? - Disse segurando uma de suas mãos enquanto me levantava - Mas saiba que Mami fizera para Baba, ele chega hoje de uma longa viagem. Deve estar exausto pobre Baba!
Ouvimos o grito de Mami vindo da cozinha, seguido por um amargo choro. Irenne e eu corremos até a casa, e vimos um dos companheiros de Baba a segurando.
Baba não voltaria mais para casa.

De repente sou levada para a floresta de gelo e a agonia e o desespero tomam conta de mim, "aonde está Irenne? Mami? Baba? Ah não! Baba se foi". A Tempestade vem a minha mente e o terror daqueles dias voltam me assombrar, eu preciso correr. "Mami! Não! Não entre, Baba não está ai!" Eu grito mas ela não me ouve e então é tarde demais. Como uma inútil expectadora, vejo Mami, Irenne, minha casa, os vales e colinas de Kodrat são engolidos pela Tempestade. 
Mas aonde estou? Porque não consigo correr e impedi-las de entrar? 
Sinto algo em meus ombros me segurando, mas não consigo me virar para ver. A Tempestade começa a desaparecer, a fumaça branca, e o frio que a mesma trouxe, se cessam, e eu vejo apenas neve. 
De repente a coisa que me segurava me vira e eu reajo, me debato com os olhos fechados e grito o mais alto...


- Në rregull! 
Abro os olhos e vejo um par de olhos brancos fixos em mim, com as mãos levantadas como se dissesse esta tudo bem. Olho ao redor e percebo que não estou em Kodrat, nem na floresta, e muito menos na montanha onde estivera a, espera... Eu apaguei! O homem... O homem do olhos brancos ele...Começo a me debater e tento me levantar.  Para minha surpresa o jovem não me impede. Saio de perto dele e me encosto na parede, de vidro, "como assim a parede é de vidro"- penso. Olho para baixo e vejo montanhas cobertas de gelo e pinheiros com o mais vívido verde por todo o lado. Tudo gira e me afasto da parede voltando para perto do jovem outra vez.
- A nuk mendon se duhet të ulesh? - Disse o jovem com uma certa preocupação no olhar.
- Eu não falo a sua língua. - Respondi tentando me afastar.
- Por que não disse antes? - Disse sorrindo enquanto tentava chegar mais perto.
O jovem que alem de possuir olhos e um sorriso branquíssimos, tinha cabelos lisos que iam até os ombros, brancos. Usava uma túnica branca um pouco apertada, o que deixava bem evidente seus músculos e uma calça de linho bege que ia afunilando nas pernas. Poderia reparar mais se ele não tivesse me tirado do transe e falado o meu nome.
- Shpresa.
Não disse nada, apenas o encarei, então continuou.
- Me chamo Besnik, o Princ de Snowtoke. Você está segura aqui.
Olhei ao redor e me vi cercada por paredes de vidro, algumas cobertas por longas cortinas na cor creme, e outras com vista para as montanhas cobertas de neve. Um lustre de cristais pendia no centro do teto do quarto, e um tapete felpudo acariciava meus pés. Dei uma olhada rápida para mim mesma e me vi vestida em uma camisola de linho fino, em um tom de pastel. Tudo era claro demais, limpo demais, e frio demais.

- Eu sei que você não está entendendo nada, mas com calma eu te explicarei tudo. Peço que confie em mim.
 Besnik me olhou nos olhos e tive a mesma sensação que tive todas as vezes que ele olhara daquela forma para mim: Eu o conhecia de algum lugar.




  

domingo, 4 de dezembro de 2016

Deus é o cara mais incrível que eu conheço!





Já clica na música "Never Too Far Gone"





Talvez você não saiba mas Ele dança...
Ele vibra e se diverte com coisas pequenas.
Ele sabe cantar na hora certa, e sabe contar piadas na hora certa.
Seu senso de humor é incomparável, Ele é cheio de graça!!
Deus é o cara mais incrível que eu conheço!
Ele é o equilíbrio de todas as coisas. 
Quando não sei as direções, Ele me coloca no caminho através de uma canção. Quando não lembro a verdade, Ele me conta de forma teatral. (Ele sabe que eu gosto)
Quando preciso pular, gritar, dançar, Ele pula comigo.
Ele contagia, e não me deixa desanimar..
Talvez você não faça ideia mas Ele me ensina a cozinhar.
Ele é o mesmo que chora comigo, se precisar!
Ele é o Pai, o irmão, o amigo, o noivo.
Ele é o equilíbrio de todas as coisas., e Nele todas as coisas se movem!
Ele é esperança na preocupação, a força na fraqueza, o riso no choro.
Ele é a beleza das cicatrizes.
É a beleza do primeiro riso, do primeiro abraço.
Ele é a junção de todas as coisas, o começo e o fim.
Ele é o cara mais incrível que eu conheço!!

Psiu, talvez você não saiba, mas... Ele dança!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Com o tempo...


Ouça enquanto lê  (clique no coração)



Cheiros.
Com o tempo você passa a reconhece-los.
Nas curvas, nas paradas, nas idas e vindas, pelo cabelo, e nas roupas.
Você consegue discernir, em todo lugar.
Sorrisos.
Não existe um único, e você passa a conhece-los.
As estações passam a ter um sentido específico, quando o tempo começa a passar.
E tudo que você vê, te lembra algo, um momento, um dos sorrisos e cheiros.
Cheiros.
Específicos e cada vez mais claros.
Você já sabe o momento para cada coisa, apenas com um olhar. 
E isso tudo por causa de um cheiro.
Simples, puro, e com um significado.
Não existe um único.
Mas você o torna único.
Com o tempo, você sabe.



terça-feira, 1 de novembro de 2016

Eu fui até lá.










Não teve jeito. Eu fui até lá.
Não resisti. Não aguentei.
Eu posso ficar por horas aqui te dizendo os motivos que me fizeram ir até lá.
Mas vou ao principal: Ela é minha.
E eu fui até lá, eu a peguei em meus braços, eu a levantei e a girei no ar. Eu senti a sua respiração bem perto, e o perfume de doce, ah eu sorri! Eu não resisti, eu disse que estava ali.
Eu me perco por ela, eu danço por ela, eu sonho por ela.
Afinal, ela é minha!
Eu disse a ela o que sempre quis dizer, eu preciso dela.
Preciso dela em meus braços, preciso do sorriso e da voz dela sempre por perto.
Ela é minha, sabia?
Eu dei a ela a chuva, as nuvens, a brisa suave e o vento forte no rosto, dei a ela a risada, o gosto musical, a vontade de dançar, de correr, de amar.
Eu quero ficar com ela, e quero que ela viva tudo que eu tenho sonhado pra ela desde que ela era um bebê.
Quero leva-lá pra correr entre girassóis, e abraça-la vendo o sol se por. 
E quando ela cantar, eu quero estar por perto. Todo dia não será apenas mais um.
Eu serei o abraço, a paz, a calma, as flores nascendo, o frio chegando, as folhas caindo.
Ela é minha! 
Eu quero levá-la a um passei a dois, quero mostrar o mar pra ela, quero abraça-la, quero respeitá-la, e honra-la. 
Quero que ela se sinta segura em meus braços, eu a farei sorrir.
Por isso, por isso não pude ficar parado ali, eu tive que ir lá.
E no momento em que ela me reconheceu, meu coração pulou.
Ela ouviu a minha voz, ela sorriu, ela curtiu a festa.
Ela disse Sim!
Ela sempre foi minha, e sempre soube disso. Mas agora ela sente.
Ela é minha! Minha amada, minha pequena, princesa, filha e amor da minha vida.


" Em favor deles eu me entrego completamente a ti. Faço isso para que, de fato, eles também sejam completamente teus. "    




                                                                                                                         Ass.:  Jesus.